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15/10/2020

Tropas especiais do Exército Brasileiro: Infantaria Blindada

Para completar com sucesso suas missões, as Forças Armadas brasileiras contam com unidades especiais que operam em situações de alto risco. No caso do Exército Brasileiro, há grupamentos preparados para atuar em diversos espaços e condições climáticas, que requerem conhecimentos específicos.

Nas próximas semanas, a Almox Militar trará a série de matérias “Tropas especiais do Exército Brasileiro”, que contará detalhes sobre a atuação dessas tropas nos seguintes terrenos e atividades:

 

Tropa de Infantaria de Montanha.

Tropa de Infantaria da Força do Pantanal.

Tropa de Infantaria Paraquedista.

Tropa de Infantaria da Caatinga.

Tropa de Infantaria Aeromóvel.

Tropa de Infantaria da Selva.

• Tropa de Infantaria Blindada.

• Aviação do Exército Brasileiro.

 

Quer saber mais? Continue lendo esta matéria e fique atento às próximas postagens da Almox Militar!

 

Infantaria Blindada

As forças blindadas e mecanizadas do Exército Brasileiro são aquelas que utilizam veículos blindados tanto sobre rodas (foto 1) como sobre as chamadas lagartas (foto 2).

 

A Infantaria Blindada tem algumas características que a tornam uma das forças mais facilmente empregáveis em diversas situações. Por exemplo, o alto poder de fogo e a baixa vulnerabilidade a ataques – dependendo das armas utilizadas. Também é bastante móvel, tanto tática quanto espacialmente. É, além disso, extremamente flexível. Isso significa que, mesmo em combate, pode mudar rapidamente a organização das tropas ou o objetivo da ação.

O treinamento dos oficiais integrantes da Infantaria Blindada é realizado no Centro de Instrução de Blindados General Walter Pires (CIBld), localizado em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. E diversos símbolos fazem parte da mística dessa infantaria. O primeiro deles é a famosa boina preta, que distingue os oficiais das tropas blindadas dos oficiais de outras tropas especiais do Exército Brasileiro.

 

Créditos: Exército Brasileiro.

 

Há também dois distintivos reservados àqueles que concluem a formação no CIBld. Os militares que concluem os cursos do centro recebem um distintivo que ostenta um VBC Renault FT 17 estilizada – o primeiro carro de combate do Exército Brasileiro –, uma estrela gironada, ramos de louro e uma fita com a inscrição “BLINDADOS”.

 

Créditos: CIBld.


Já aqueles que concluem os estágios recebem um distintivo que ostenta uma manopla com raios em ambos os lados, para simbolizar a força e a rapidez dos blindados.

 

 

Créditos: CIBld.

 

Histórico

A história dos veículos de combate blindados no Brasil é antiga. O Marechal José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, após retornar da Primeira Guerra Mundial, trouxe consigo novas ideias a respeito do emprego de blindados em situações de conflito. Foi ele quem influenciou o Exército Brasileiro a adquirir esses carros e quem desenhou o uniforme para os tripulantes.

Em 1921, o Marechal criou a Companhia de Carros de Assalto, precursora da Infantaria Blindada. E outras forças brasileiras passaram a adotar o uso de blindados após a criação da Companhia. A Polícia Militar do Rio de Janeiro, por exemplo, aderiu ao emprego dos carros de combate já em 1921.

Alguns anos depois, em 1928, foi a vez de Pernambuco e da Paraíba. No Rio Grande do Sul, em 1930, tratores agrícolas foram adaptados com rodas e lagartas. Em São Paulo e Minas Gerais, os carros de combate começaram a ser empregados na Revolução Constitucionalista de 1932.

 

Missões

A Infantaria Blindada é capaz de realizar uma gama bastante ampla de missões.

  • Reconhecimento.
  • Segurança.
  • Combate.
  • Perseguição e cerco.
  • Ataque e contra-ataque.
  • Desbordamento.
  • Penetração em território inimigo.

Ou seja, podem executar operações tanto ofensivas quanto defensivas. E tudo em diversos ambientes terrestres – inclusive nos meios urbanos.

Além de resistir às ofensivas dos inimigos, as forças blindadas e mecanizadas devem proteger as tropas, posicionar-se a uma distância razoável para o ataque, engajar o inimigo e, se necessário, ser capaz de se retirar do combate. Também precisa entregar munição e suprimentos, bem como executar ações de inteligência.

Para executar essas missões com sucesso, a Infantaria Blindada segue quatro preceitos:

1) Não ser detectado.

2) Se detectado, não ser atingido.

3) Se atingido, não ser perfurado.

4) Se perfurado, sobreviver.

O primeiro preceito depende não apenas das habilidades dos oficiais que conduzem o veículo, mas também das tecnologias utilizadas nele. Uma das estratégias adotadas foi reduzir a silhueta do carro, por exemplo. Foram reduzidas também as assinaturas térmica e acústica, assim como a emissão de ondas eletromagnéticas.

Ainda assim, não é uma estrutura infalível. Por isso, quando detectado pelas tropas inimigas, o carro precisa estar apto para o combate, se necessário. Para esse fim, foram feitas diversas adaptações – entre elas, uma melhora na relação entre a potência e o peso do veículo, se o objetivo for evadir. Há também um sistema de detectores que avisa a guarnição caso o carro seja alvejado por lasers.

E, por fim, se atingido, o veículo possui a blindagem – que deve ser resistente à perfuração, independentemente do material e do tipo escolhidos. Mas a maior proteção da Infantaria Blindada é o que chamamos de proteção ativa – que consiste em identificar o inimigo e atingi-lo primeiro. Isso principalmente considerando as tecnologias cada vez mais avançadas no que se refere a perfurar a blindagem.

 

 

Treinamentos

O CIBld oferece 22 cursos e 9 estágios.

No caso dos cursos, são destinados a Oficiais e Sargentos que tenham necessidade de realizar operações com blindados. O tempo de duração varia entre 9 e 16 semanas, dependendo da complexidade do carro. Durante esses treinamentos, os militares aprendem a operar os seguintes veículos de combate:

  • Leopard 1A5 BR.
  • Leopard 1 BR – Lança-Pontes, de Socorro e de Engenharia.
  • M-108 e M 109 – Obuseiros Autopropulsados.
  • M-113 – de Transporte de Pessoal.
  • Guarani.

 

No que se refere ao cursos, há também:

  • Cursos avançados de tiro – para os militares que desejam aprender a operar os sistemas de armas dos carros de combate.
  • Cursos de manutenção de chassi e de torre – para os militares que desejam exercer a função de mecânicos.

 

Quanto aos estágios, confira na tabela abaixo:

Nome

Cargos

Duração

Finalidade

Estágio para Comandantes de Organizações Militares Blindadas e Mecanizadas

Comandantes

1 semana

Atualizar e ampliar a capacitação profissional dos Oficiais sobre a tecnologia das viaturas blindadas do Exército Brasileiro

Estágio tático de blindados sobre lagartas

Oficiais

10 semanas

Complementar a capacitação profissional de Oficiais para o comando de pelotões e de subunidades blindados

Estágio tático de blindados sobre lagartas

Subtenentes e Sargentos

10 semanas

Complementar a capacitação profissional dos Subtenentes e Sargentos para o comando de pelotões e de subunidades blindados

Estágio tático de pelotão de exploradores

Oficiais

10 semanas

Complementar a capacitação profissional para o comando do pelotão de exploradores

Estágio tático de pelotão de exploradores

Sargentos

10 semanas

Complementar a capacitação dos quadros dos pelotões de exploradores

Estágio de manutenção de chassi da Viatura Blindada de Socorro M578

Sargentos

6 semanas

Habilitar Sargentos para realizar a manutenção de chassi do referido material

Estágio de operação da Viatura Blindada M60 A3 TTS

Oficiais

9 semanas

Capacitar Oficiais para executar tarefas de operação e

manutenção de primeiro escalão dessas viaturas

Estágio de operação da Viatura Blindada M60 A3 TTS

Sargentos

9 semanas

Capacitar Sargentos para executar tarefas de operação e

manutenção de primeiro escalão dessas viaturas

 

Desafios

Peso versus mobilidade

Um dos principais desafios da Infantaria Blindada é a oposição entre peso e mobilidade. É verdade que um carro com mais mecanismos de proteção é mais resistente ao ataque do inimigo. Mas esses mecanismos também o tornam mais pesado, o que consequentemente reduz sua mobilidade.

Uma das soluções encontradas por muitas Forças Armadas do globo foi trocar as lagartas por rodas. Em geral, as rodas são mais leves, o que facilita a locomoção do veículo e também o transporte aéreo. Porém, em diversos aspectos, são também mais vulneráveis.

Por esse motivo, o que se vê é o uso das rodas em conflitos de baixa intensidade ou em operações de Garantia da Lei e da Ordem. No caso das lagartas, elas operam em conflitos de média e de alta intensidade.

Outra solução foi desenvolver sistemas que interceptam projéteis, embora essa seja uma tecnologia ainda bastante experimental. Dessa forma, as tropas conseguem reduzir a quantidade de mecanismos de proteção e, consequentemente, o peso do carro.

Além disso, o desenvolvimento de tecnologias de ponta também tem se voltado para a miniaturização de elementos dos carros – de modo a torná-los menores e consequentemente mais leves –, e para novas formas de armazenamento de energia.

 

Créditos: Exército Brasileiro.

 

Armas anticarro

As armas anticarro são os dispositivos criados para penetrar as defesas da Infantaria Blindada e atingir os veículos, danificando a blindagem. O foguete, por exemplo, é um dos tipos mais comuns. São projéteis considerados simples, cuja capacidade de perfuração depende diretamente do diâmetro da ogiva. Além dos foguetes, há ainda os mísseis anticarro, criados especialmente após a Segunda Guerra Mundial.

E, para completar, uma arma anticarro mais recente são os dispositivos explosivos improvisados (em inglês, IED). São atualmente comuns em combates variados pela facilidade para produzi-la, pelo baixo custo e pelo menor risco de exposição das tropas. Os materiais utilizados para construí-lo são muitos:

  • Projéteis.
  • Produtos tóxicos químicos ou biológicos.
  • Material radiológico.
  • Granadas de artilharia.
  • Munições diversas.

Como recipiente para o IED, é possível utilizar latas de metal (de refrigerante, por exemplo), sacos plásticos, alguns tipos de mochilas, cones de sinalização, entre outros materiais. E os IEDs podem ser iniciados por comando da própria tropa (por fio ou rádio), por temporizadores ou por ação da vítima.

 

Créditos: Exército Brasileiro.

 

Guerra eletrônica

Outro fator que faz o trabalho da Infantaria Blindada ainda mais árduo é a guerra eletrônica. Esse tipo de guerra utiliza principalmente a energia eletromagnética, em muitos casos direcionada (lasers, mísseis, radares, entre outros). Assim, como método de defesa, as forças blindadas precisam adotar diversas medidas de proteção, tanto táticas quanto tecnológicas.

 

Custo

Os veículos utilizados pela Infantaria Blindada são de alto custo em diversos aspectos – principalmente no que se refere à aquisição e à manutenção. Além disso, são necessários oficiais treinados especificamente para operar esses carros de combate, e o próprio treinamento exige grandes investimentos do Exército Brasileiro.

 

Fontes: Centro de Instrução de Blindados, DefesaNet, As Forças Blindadas do Exército Brasileiro, Estrutura Organizacional – Centro de Instrução de Blindados, Operações Militares.

 

Gostou do conteúdo sobre a Infantaria Blindada? Aqui no blog da Almox Militar você encontra curiosidades, história e notícias do mundo militar. Nosso objetivo é entregar conteúdo padrão aos nossos leitores!

 

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