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11/09/2020

GSG 9: conheça o grupo contraterrorista da Polícia Alemã

GSG 9 (sigla para Grenzschutzgruppe 9) é a unidade da Polícia Federal Alemã (Bundespolizei) responsável por responder e contra-atacar em caso de ameaças terroristas. Faz parte da Guarda de Fronteiras e foi criada após um dos episódios mais famosos na história do terrorismo no mundo: o Massacre de Munique, atentado realizado contra a equipe de Israel nas Olimpíadas de 1972.

Com membros altamente qualificados e um dos treinamentos mais difíceis das Forças Armadas estrangeiras, o GSG 9 é considerado uma das unidades mais eficientes no combate ao terrorismo. Assim como no GRUMEC e em outras forças de elite brasileiras, a identidade dos membros do GSG 9 é secreta. Porém, estima-se que suas forças contem com cerca de 400 policiais.

 

Policiais da GSG 9

Créditos: DW.

 

Neste post, vamos abordar os principais tópicos a respeito da história e da atuação do grupo:

• Massacre de Munique: um breve histórico;
• Fundação do GSG 9;
• Organização;
• Requisitos de admissão e treinamento.
 
 
 
 
 
 

Quer saber mais, combatente? Continue lendo a nossa matéria!

 

 

Massacre de Munique: um breve histórico

De 26 de agosto a 11 de setembro, Munique foi a cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 1972. Fazia pouco menos de 30 anos que o regime nazista havia sido derrotado, e a Alemanha tentava restaurar a imagem da nação. Assim, para evitar associações entre a Alemanha e o poder militar, o Comitê Olímpico havia relaxado a segurança, apesar de todas as reclamações a respeito da proteção dos atletas.

equipe de Israel estava especialmente preocupada, pois suas instalações ficavam localizadas em um espaço bastante isolado na vila olímpica. Isso foi o suficiente para que, às 4h30 da manhã do dia 5 de setembro, a casa em que descansavam fosse invadida e tivesse início ao maior atentado terrorista em um evento esportivo. Os oito terroristas eram membros de uma facção chamada Setembro Negro, que fazia parte da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Em suas mochilas, carregavam rifles, pistolas e granadas.

 

Massacre de Munique nos Jogos Olímpicos de 1972

Créditos: News Museum.

 

Logo nos primeiros momentos do ataque, três pessoas morreram e outras nove foram feitas reféns. Os sequestradores exigiam que 234 palestinos presos em Israel fossem soltos, além da libertação de dois alemães membros de uma organização guerrilheira chamada Fração do Exército Vermelho.

primeira tentativa de resgate foi um fracasso: agentes da polícia alemã utilizaram o telhado para chegar ao prédio, mas os terroristas ficaram sabendo da aproximação pela televisão. Assim, em vez da libertação dos prisioneiros, decidiram exigir um avião e helicópteros, para facilitar a fuga.

Teve início a segunda tentativa de resgate (também fracassada): o governo alemão fingiu atender à exigência e ceder dois helicópteros para levar os reféns até uma base aérea no estado da Baviera. A ideia era criar uma armadilha, posicionando atiradores de elite durante o caminho e encurralando os terroristas quando entrassem na aeronave. Porém, o líder do grupo terrorista decidiu inspecionar o percurso entre o apartamento na vila olímpica e os helicópteros, e levou consigo três reféns. Percebendo a movimentação, o líder pediu ônibus para levá-los aos helicópteros.

Foi feita, então, uma terceira tentativa de resgate: as autoridades alemãs concederam aos terroristas um Boeing 727, mas a tripulação da aeronave era toda constituída por agentes alemães disfarçados. Quando os dois palestinos encarregados de inspecionar o avião entrassem, os agentes poderiam capturá-los, e os outros seis seriam eliminados por atiradores de elite ainda antes de embarcar.

Entretanto, logo após o pouso dos helicópteros, os agentes disfarçados abandonaram o avião sem terem sido dispensados. Isso alertou os dois sequestradores que fizeram a inspeção da aeronave. Um dos atiradores de elite decidiu por conta própria atirar quando os terroristas voltaram correndo para o helicóptero, o que levou as autoridades alemãs a autorizar a ação dos outros atiradores.

Percebia-se que o governo alemão não tinha nenhuma preparação para aquele ataque, além de terem agido precipitadamente e de forma desorganizada. Os palestinos entraram em pânico e começaram a atirar nos reféns. Por fim, lançaram uma granada contra os helicópteros, matando todos os israelenses. Quanto aos terroristas, cinco morreram e outros três se entregaram.

 

Massacre de Munique, nos Jogos Olímpicos de 1972

Créditos: Museu de Imagens.

 

Fundação do GSG 9

Para evitar ser surpreendido em outro ataque daquela proporção, o governo alemão decidiu criar uma unidade de elite contraterrorista. Em sua primeira formação, o GSG 9 contava com três equipes de 30 combatentes cada, além dos membros que cumpriam as tarefas relacionadas a logística, comunicação e inteligência.

Por causa da sombra deixada pelo nazismo em qualquer atividade militar na Alemanha, algumas autoridades da época se opuseram à criação da GSG 9. Entretanto, foram tomadas todas as precauções jurídicas para que isso acontecesse, incluindo uma proibição por lei do uso da força contra civis.

Inspirado nas forças especiais britânicas (por exemplo, o Serviço Especial Aéreo – SAS) e israelenses (a divisão de inteligência Sayeret Matkal), o grupo já atuou em diversas missões ao longo dos quase cinquenta anos de sua criação. A primeira delas aconteceu alguns anos depois, em 1977, e era ainda uma repercussão do Massacre de Munique. Um avião da Lufthansa foi sequestrado por terroristas árabes, que demandavam a soltura de membros da Fração do Exército vermelho. Fizeram 86 reféns, mas foram todos liberados pelos policiais do GSG 9.

 

Sequestro de avião da Lufthansa em 1977.

Créditos: Spec Ops Magazine.

 

Após décadas praticando o contraterrorismo em casos de sequestro e outros tipos de ataque, dedicaram dois anos a efetuar a prisão de terroristas ligados aos atentados contra o World Trade Center, em 11 de setembro de 2001. Atuaram também na segurança de eventos no mundo todo, na proteção de autoridades e na libertação de territórios. Apesar de secretas, estima-se que tenham se envolvido em cerca de 1900 operações.
 

Organização

O GSG 9 se divide em oito principais unidades:

  • Operações regulares: subgrupo responsável por atuar em missões terrestres para as quais os policiais são primeiramente treinados: sequestros, atentados, prisões, proteções de ambientes, combates corpo a corpo e neutralização de alvos;
  • Operações marítimas: subgrupo que participa em missões no mar, principalmente sequestro de navios ou de plataformas de petróleo;
  • Operações aéreas: os membros dessa unidade são convocados para ações no ar, como saltos de pára-quedas e pousos de aeronaves;
  • Unidade Técnica: é aquela que atua nos bastidores, prestando auxílio aos combatentes engajados nas missões. Trabalham com diversos tipos de equipamentos e explosivos;
  • Serviços Centrais: os policiais desse subgrupo cuidam do arsenal do GSG 9 em todos os âmbitos, desde a manutenção até os testes e as compras;
  • Unidade de Documentação: assim como os integrantes dos Serviços Centrais são os responsáveis pelas armas e munições, os membros da Unidade de Documentação atuam na comunicação do grupo, principalmente no que se refere aos equipamentos destinados a esse fim;
  • Equipe de Operações: é aquela que lida com as questões administrativas e burocráticas do GSG 9;
  • Unidade de Treinamento: elabora e aplica os procedimentos de preparação de novos policiais, desde o treinamento em si, passando pelos processos de eliminação, até os testes que selecionam quem fará parte do grupo.

 

Policiais da GSG 9

Créditos: Spec Ops Magazine.

Requisitos de admissão e treinamento

Para se tornar um membro do GSG 9, o candidato deve ser voluntário. São aceitos os membro da Bundespolizei há pelo menos dois anos. Aplicam-se provas rigorosas aos possíveis recrutas:

  • Entrevistas;
  • Testes de pontaria;
  • Exames médicos;
  • Testes físicos de corrida, salto, barra, levantamento de peso e percursos com obstáculos;
  • Avaliação psicológica.

 

Apenas após a aprovação em cada etapa se iniciam as 22 semanas de treinamento. Desse período, treze semanas são destinadas às práticas básicas: operações policiais, instrução jurídica, manuseio de armas e técnicas de combate. As nove restantes são orientadas para as práticas avançadas relacionadas a ataques terroristas, além de treinamentos individuais.

Para que os participantes se habituem aos diversos tipos de missão, o treinamento acontece em vários lugares e em vários terrenos. Ao fim desses quase seis meses, apenas um quinto dos candidatos conclui o curso.

 

FontesEnciclopédia BritânicaDWMilitary PowerSpec Ops Magazine.

 

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