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11/09/2020

As 5 principais unidades de operações especiais das Forças Armadas

Algumas operações acontecem em ambientes e circunstâncias incomuns, muitas vezes de alto risco, e exigem habilidades nas quais militares regulares não foram treinados. É aí que entram em ação as forças especiais. Integrantes dessas unidades são chamados de operadores e atuam em missões que requerem adestramento, armamentos e equipamentos específicos.

Quer saber mais? Selecionamos cinco das principais unidades de treinamento de operações especiais das Forças Armadas brasileiras. Confira!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1) Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais

 

Ministério da Defesa - COMANF

Créditos: Ministério da Defesa.

 

O que é?

Também chamado de Batalhão Tonelero, é a unidade militar dos Comandos Anfíbios – pertencente aos Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil. Operadores do COMANF são treinados para participar de operações especiais em terra e também no mar, em diversos climas e diferentes condições geográficas. Dos 14 mil fuzileiros navais brasileiros, 400 fazem parte do batalhão.

Histórico

Localizado na cidade do Rio de Janeiro, o batalhão foi criado em 1971 por um Aviso Ministerial. “Tonelero” é uma referência à Batalha Naval da Passagem de Tonelero, da qual o Brasil participou durante a guerra contra o Paraguai, em 1851.

É considerado uma das forças mais preparadas do mundo, ao lado de unidades especiais do Serviço Aéreo da Grã-Bretanha, da Defesa israelense, da Marinha estadunidense e também da francesa. Desde 2004, tem atuado em missões humanitárias no Haiti, combatendo guerrilhas que provocam instabilidade política no país.

O que fazem?

Seus destacamentos são divididos de acordo com os tipos de tarefas a serem executadas, como por exemplo: retomada de instalações, resgate de reféns, neutralização de alvos, contraterrorismo, contrainsurgência, contranarcóticos, operações de inteligência e clandestinas, entre outros.

Como ingressar?

Para atuar no COMANF, é necessário ser um Oficial ou Sargento (Cabos que foram aceitos no curso para promoção a Sargento também se encaixam no requisito). O Curso Especial do COMANF dura 25 semanas e abrange uma série de disciplinas, como infiltração, patrulha, artefatos explosivo, alpinismo, inteligência e contrainteligência, uso de armamentos dentro da água e manuseio de aeronaves. A preparação acontece em vários estados do Brasil, assim como no exterior.

Cabos e Soldados passam pelo Comanfinho, um estágio de seis semanas, cujo objetivo é torná-los auxiliares do COMANF.


Fontes:

Januário Advocacia,  LHB Revista EletrônicaCorpo de Fuzileiros Navais.

 


2) 1º Batalhão de Forças Especiais

CI Op Esp

Créditos: Exército Brasileiro.

 

O que é?

O 1º Batalhão de Forças Especiais é a principal unidade de elite do Exército brasileiro, subordinada ao Comando de Operações Especiais (COPESP). A atuação de seus membros requer sigilo, pois participam de missões de alto risco em territórios hostis. Por esse motivo, os aproximadamente dois mil militares que integram o 1º Batalhão são chamados de “fantasmas”.

Histórico

O batalhão deriva do Destacamento de Forças Especiais, criado em 1968 na cidade do Rio de Janeiro. Este destacamento era subordinado à Brigada de Infantaria Paraquedista (BIP), mas então já possuía certa autonomia em relação aos cursos ministrados a seus integrantes. Não levou muito tempo para que fosse promovido à categoria de subunidade (chamada de Companhia de Forças Especiais), e logo, em 1983, se tornou batalhão. É o único agrupamento deste nível na América Latina.

Em 2003, foi considerado totalmente independente da BIP e transferido para Goiânia, em razão do assédio que o narcotráfico do Rio de Janeiro praticava com os operadores e ex-operadores do batalhão.

O patrono da unidade é Antonio Dias Cardoso, um dos líderes da Insurreição Pernambucana (findada em 1654) contra as tropas holandesas.

 

 

O que fazem?

Os membros do batalhão são treinados para participar de operações de guerra irregular (terrorismo, guerrilha, insurreição, movimentos de resistência, insurgência, entre outras). Lidam com situações que envolvem sabotagem, operações de inteligência, planejamento de fugas e evasões.

Além disso, após treinamento com oficiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e forças especiais do exterior, os fantasmas tornam-se aptos a combater a criminalidade urbana. Suas habilidades foram requeridas nos Jogos Pan-Americanos, na Jornada Mundial da Juventude, na conferência ambiental Rio +20, na Copa das Confederações, na Copa do Mundo e nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

O 1º Batalhão foi, também, uma das tropas enviadas ao território haitiano para combater organizações paramilitares no país.

Como ingressar?

Para fazer parte do 1º Batalhão de Forças Especiais, os Oficiais, Subtenentes e Sargentos devem ter feito anteriormente o Curso de Ações de Comandos e o Curso Básico Paraquedista. A partir daí, submetem-se a mais um treinamento para integrar um destacamento pertencente ao 1º Batalhão.


Fontes:

Livro Guerra IrregularFolha Política.



 

3) 1º Batalhão de Ações de Comandos

 

CAC - 1 BAC

Créditos: Exército Brasileiro.

 

O que é?

Assim como os fantasmas, o 1º Batalhão de Ações de Comandos (1º BAC) também pertence ao COPESP e participa de missões com alto grau de risco e sigilo.

Histórico

Em 1968, foi criado o Destacamento de Ações de Comandos (DAC), ainda na cidade do Rio de Janeiro – e também, na época, subordinado à BIP. Quando a Companhia de Forças Especiais foi transformada em batalhão, também o DAC se tornou o 1º BAC. Da mesma forma, em 2003, foi desvinculada da BIP e teve sua sede transferida para Goiânia.

Seu patrono é o capitão Francisco Padilha, que participou de guerrilhas contra invasores holandeses no século XVII.

O que fazem?

Essa unidade de elite do Exército brasileiro é responsável pelas ações de comandos, operações que envolvem incursões de longo alcance, alvos de elevado valor, em territórios hostis ou controlados pelo inimigo. Assim como outras unidades especiais, o 1º BAC também foi enviado ao Haiti para combater grupos paramilitares.

Como ingressar?

O treinamento ao qual os candidatos são submetidos é considerado um dos mais difíceis das Forças Armadas – o índice de aprovação é de aproximadamente 20%. O Curso de Ações de Comandos dura 12 semanas e é aplicado a Oficiais, Subtenentes e Sargentos de Carreira. Entre as disciplinas ministradas, estão organização e emprego dos comandos, armamento, explosivos, comunicações, lutas e especialização em ambientes de diversas configurações geográficas.

Fonte:

Portal Gaz.

 

 

 

4) Centro de Instrução e Adestramento Almirante Áttila Monteiro Aché

Créditos: Marinha do Brasil.

 

O que é?

O CIAMA é uma organização militar da Marinha do Brasil, cujo propósito é capacitar membros de várias unidades (como o GRUMEC, por exemplo) para exercer funções relacionadas a atividades de submarinos, mergulho e outras operações especiais em ambiente aquático.

Histórico

A Escola de Submersíveis, embora uma organização não-autônoma, foi criada em 1915, mesmo ano da primeira turma de oficiais submarinistas. Dela originou-se a Escola de Submarinos (1963), extinta em 1973 para dar lugar ao Centro de Instrução e Adestramento de Submarinos e Mergulho (CIASM). Em 1978, o CIASM teve seu nome alterado para o atual, em homenagem ao Almirante Áttila Monteiro Aché – que serviu por mais de 50 anos, mais de quinze deles em submarinos.

O que fazem?

No CIAMA, militares de diversas unidades recebem cursos, adestramentos e estágios sobre submarinos e mergulhos, além de cursos nas áreas da saúde e Engenharia. Também são desenvolvidos, no centro, estudos e pesquisas para tornar os treinamentos mais efetivos, com novas técnicas de aplicação.

Como ingressar?

A forma de ingressar varia de unidade para unidade.

 

Fonte:

Marinha do Brasil.

 

5) PARA-SAR

 

O que é e histórico

PARA-SAR é sigla que une a atividade de Paraquedista Militar (PARA) com a missão de Busca e Resgate (SAR, do inglês Search and Rescue). É o nome pelo qual é conhecido o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS) da Força Aérea Brasileira. A unidade foi criada em 1973, para aprimorar os conhecimentos e profissionalizar os integrantes da FAB.

Como missão, o PARA-SAR oferece instrução especializada para tripulantes e equipes de busca e resgate no que se refere a contraterrorismo, guiamento aéreo avançado, reconhecimento especial, busca e salvamento e busca e salvamento em combate.

 

Como ingressar

Para integrar o PARA-SAR, não é necessário fazer parte de alguma unidade especial da Força Aérea. Basta ser voluntário e ter o perfil psicológico adequado, além de passar no teste físico rigoroso ao qual o candidato será submetido.

 

Preparação

Atualmente, há seis cursos principais que tornam o militar apto a receber o título de “Pastor” e a integrar a unidade. São eles: Curso Básico de Paraquedista, SAR, Mestre de Salto, Salto Livre, Mergulho e Comandos.

Recebe o título de "Pastor" o militar que atinge o grau máximo de operacionalidade, após concluir todos os principais cursos de formação. Esse título é uma referência ao cão da raça pastor alemão. É esperado que o detentor desse nome seja amigo, leal, vigilante e, se necessário, agressivo. 

Os treinamentos acontecem em ambientes de água, montanha e selva, para que os participantes aprendam técnicas de socorro pré-hospitalar, acesso a aeronaves, métodos de busca e para chegar a locais inóspitos e de difícil acesso. Os militares são instruídos a realizar técnicas específicas de salvamento e acionamento, como:

  • rapel;
  • macguire (o resgateiro e a vítima ficam presos na corda do lado de fora do helicóptero);
  • hello casting (método de abandonar a aeronave na água) para retirar vítimas com maca por meio de içamento;
  • ou fast rope (descida rápida do helicóptero usando corda).

Fontes: Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica.

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